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Útero de substituição: como funciona e suas indicações

O útero de substituição, ou cessão temporária de útero, ou, ainda, barriga de aluguel, é uma técnica de reprodução assistida em que uma mulher se oferece para gestar o bebê de outra pessoa ou casal. 

Embora a qualidade do útero de substituição seja importante para um ciclo gestacional bem-sucedido, a idade e qualidade dos óvulos são os principais fatores que aumentam as chances de sucesso em uma gestação por útero de substituição.

Geralmente, quanto menor a idade da mulher que cederá o útero, maiores as chances de uma gestão tranquila e sem complicações.

Como funciona o útero de substituição

Uma pessoa ou casal que deseja ter um filho biológico e precisa recorrer ao útero de substituição terá de se submeter ao tratamento de fertilização in vitro (FIV). 

A FIV é um tratamento de alta complexidade no qual a fecundação ocorre em laboratório. A técnica possui as seguintes etapas:

  • Estimulação ovariana: nesta etapa, a mulher toma medicações hormonais com o objetivo de amadurecer o maior número de óvulos, ou seja, óvulos que estão prontos para serem fecundados;
  • Coleta dos óvulos: quando os gametas femininos atingem o tamanho ideal para serem fecundados – cerca de 18 mm -, eles são coletados, por meio de um cateter fino, em centro cirúrgico em caráter de hospital dia;
  • Fertilização: depois que ocorre a coleta dos óvulos, é colhido o sêmen para que então seja dado o início ao processo de fecundação;
  • Transferência embrionária: quando o embrião é formado, depois de três a cinco dias aqueles de melhor qualidade serão transferidos à cavidade uterina;
  • Confirmação da gravidez: após 14 dias é realizado o teste para confirmar ou não a gravidez. 

Também deve constar em prontuário o relatório médico atestando as condições de saúde física e mental de todos os envolvidos.

Em qualquer das situações citadas acima, a doadora do útero precisará realizar um procedimento para preparo do endométrio, o que é feito com o uso de medicação hormonal.

Indicações para o útero de substituição

Existem algumas situações nas quais pode ser indicado o útero de substituição. Dentre elas, destacam-se:

  • Mulheres que não conseguem engravidar ou levar uma gestação a diante devido a uma condição de saúde ou mesmo à falta do útero; 
  • Pessoas que não obtiveram sucesso em tratamentos anteriores de reprodução humana; 
  • Homem que deseja ser pai solo;
  • Casais homoafetivos masculinos;
  • Mulheres que apresentam doenças com risco de morte durante a gestação;
  • termo de consentimento livre e esclarecido assinado pelos pacientes e pela cedente temporária do útero, contemplando aspectos biopsicossociais e riscos envolvidos durante a gestação e após o parto, bem como aspectos legais da filiação; 
  • Indivíduos ou casais transgêneros.

Legislação e aspectos éticos

O CFM estabeleceu normas éticas para a utilização das técnicas de reprodução assistida. Em relação ao útero de substituição, o órgão determina que:

  • A cedente temporária do útero deve ter ao menos um filho vivo e pertencer à família de um dos parceiros em parentesco consanguíneo até o quarto grau (pais e filhos, avós e irmãos, tios e sobrinhos, primos). Na impossibilidade de atender a este requisito, uma autorização deverá ser solicitada ao Conselho Regional de Medicina (CRM);
  • A cessão temporária do útero não pode ter caráter lucrativo ou comercial e a clínica de reprodução humana não pode intermediar a escolha da mulher que cederá o útero;
  • Para que esse processo ocorra, são necessárias as seguintes documentações:

    • relatório médico atestando a adequação da saúde física e mental de todos os envolvidos; 
    • termo de compromisso entre o paciente e a cedente temporária do útero no qual deverá ficar clara a filiação da criança;
    • compromisso, por parte do paciente, com tratamento e acompanhamento médico, se necessário, à mulher que ceder temporariamente o útero; 
    • compromisso do registro civil da criança pelos pacientes, devendo essa documentação ser providenciada durante a gravidez; 
    • aprovação do cônjuge ou companheiro da cedente do útero, apresentada por escrito, se a cedente for casada ou viver em união estável.

    Além dessas regras, o CFM estabelece que a mulher doadora do útero tenha até 50 anos, para reduzir o risco de complicações na gravidez.  

    Como vimos, o útero de substituição é uma opção quando a mulher não pode gestar uma criança, para homens que desejam ser pais sem para isso contar com uma companheira, e para casais homoafetivos ou transgêneros. 

    Para que a realização do sonho da maternidade seja possível nesses moldes, é preciso seguir algumas normas, além de contar com uma clínica de reprodução assistida para oferecer todo o suporte para o tratamento. 

    O Cenafert conta com profissionais experientes que podem fornecer toda a orientação necessária, inclusive as que envolvem aspectos éticos e legais, para uma gestação por útero de substituição. 

    Útero de Substituição
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