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Gravidez após os 40 anos: orientações e considerações importantes 

Estima-se que 1 em cada 4 mulheres na faixa dos 20 a 30 anos engravidará em qualquer ciclo menstrual, enquanto apenas 1 em cada 10 engravidará em qualquer ciclo menstrual até os 40 anos. Uma gravidez aos 40 anos tem 44% de chance de ocorrer dentro de 1 ano e, após essa idade, esse percentual cai progressivamente. Isso porque, à medida que a mulher envelhece, a quantidade e a qualidade de óvulos diminuem. Além disso, engravidar mais tarde também aumenta o risco de distúrbios que afetam a fertilidade. 

No texto a seguir, falaremos sobre a possibilidade de uma gestação aos 40 anos, quais os desafios para a maternidade tardia e como é possível ter uma gravidez saudável nessa idade. 

Fertilidade feminina após os 40 anos 

Em mulheres que podem engravidar, o pico dos anos reprodutivos abrange o tempo entre o final da adolescência e o final dos 20 anos. A partir dos 30 anos, a fertilidade começa a diminuir mais rapidamente e, após os 40 anos, a fertilidade feminina decai consideravelmente, o que significa que a mulher que pretende engravidar mais tardiamente precisa estar atenta a suas chances de gestação e aos riscos e complicações que podem ocorrer, tanto para ela quanto para o bebê.  

Quando a mulher nasce, ela já possui todos os seus óvulos, o que significa que nenhum gameta novo será produzido ao longo da vida. E a cada ciclo menstrual esses óvulos vão sendo perdidos. Aos 40 anos, a mulher é saudável para engravidar, porém, devido a essa queda na quantidade e qualidade dos óvulos, as chances são naturalmente menores.  

Ao mesmo tempo, a probabilidade de aborto espontâneo aumenta com a idade. Uma gravidez aos 40 anos tem cerca de 27% de chance de terminar em aborto – em mulheres na faixa dos 20 anos, esse índice chega a cerca de 15%.  

Outro ponto a ser observado em uma gestação após os 40 anos é em relação à qualidade do semen do parceiro, pois à medida que os homens envelhecem, seus espermatozoides tendem a apresentar alterações na motilidade e morfologia. Mas, a fertilidade masculina, não cai drasticamente até, em média, os 60 anos.  

Desafios e considerações 

Embora uma gravidez após os 40 anos seja viável, como dissemos anteriormente ela pode trazer riscos à mãe e ao bebê. Mulheres que decidem engravidar mais tarde tendem a ter mais problemas de saúde do que mulheres mais jovens, como hipertensão. Esta condição pode aumentar as chances de complicações como pré-eclâmpsia, que é a elevação da pressão na gestação, um quadro que pode causar complicações graves. 

Entre os riscos de uma gravidez após os 40 anos, podemos destacar: 

  • Maior peso do bebê ao nascimento. Um estudo descobriu que o risco de macrossomia (maior peso do bebê ao nascer) aumenta com a idade materna; 
  • Placenta prévia: essa condição ocorre quando a placenta do bebê cobre parcial ou completamente o colo do útero, o que aumenta o risco de sangramento durante a gestação e no parto;  
  • Diabetes gestacional: a condição se desenvolve durante a gravidez mesmo em mulheres que não tinham a doença anteriormente, e pode trazer riscos à mãe e ao bebê. Na maioria dos casos, a doença é solucionada após o parto, mas há casos em que ela persiste pelo resto da vida;  
  • Gravidez ectópica: ocorre quando o embrião se implanta fora do útero – geralmente nas tubas uterinas -, o que torna a gestação inviável. Estima-se que o risco de gravidez ectópica após os 35 anos pode chegar a 4 ou 8 vezes mais do nas mulheres mais jovens;  
  • Aborto espontâneo ou natimorto: estima-se que, aos 40 anos, 27% das gestações terminam em aborto espontâneo, em comparação com 15% nas mulheres com 30 anos ou menos; 
  • Maior probabilidade de parto cesárea; 
  • Síndrome de Down: o risco de ter um filho com síndrome de Down aumenta à medida que a mulher envelhece. Aos 20 anos, cerca de 1 em cada 1.500 crianças nascerá com a condição. Mas, aos 40 anos, esse risco sobe para 1 em 85. Aos 45 anos, o risco de o bebê ter a síndrome é de 1 em 35. Outras anormalidades cromossômicas também são mais comuns quando a mulher engravida mais tarde. 

Mas a gravidez após os 40 anos tem seus benefícios: 

  • Ter uma carreira mais consolidada, que permite à mulher ter mais tempo para se dedicar ao filho;  
  • Ter uma melhor situação financeira; 
  • Estar melhor preparada emocionalmente para lidar com a responsabilidade de cuidar de uma criança; 
  • A opção por uma gravidez nessa fase é mais consciente, muitas vezes, do que em uma mulher ou casal mais jovem.  

E se após os 40 anos não for a primeira gravidez, tem risco? 

Independentemente de a gestação tardia ser a primeira ou não, os riscos são os mesmos, principalmente os relacionados a alterações genéticas, pois estes são associados à idade materna. 

Eventualmente, aquelas que já tiveram outra gestação podem até ter riscos maiores do que a mulher que está na primeira gestação. O risco de hemorragia no pós-parto pode ser maior em mulheres que já tiveram muitos filhos, pois o útero já cresceu e diminuiu várias vezes até aquele momento, o que faz com que ele possa se tornar menos eficiente em conter o sangramento depois do parto. 

Dicas para uma gravidez saudável aos 40 anos 

Ao decidir engravidar após os 40 anos, o primeiro passo é se consultar com um ginecologista/obstetra para discutir os riscos que uma gravidez em idade mais tardia pode trazer, além de avaliar o histórico de saúde pessoal e familiar da paciente. 

Além disso, é importante seguir algumas de nossas dicas para que uma gestação após os 40 anos possa transcorrer de maneira saudável. São elas: 

  • Não fumar; 
  • Ter uma dieta saudável e equilibrada; 
  • Perder peso antes da gravidez, caso esteja acima do peso ou obesa; 
  • Manter o peso controlado durante a gravidez; 
  • Cuidar da saúde para evitar infecções na gestação;  
  • Não consumir bebidas alcoólicas ou usar drogas ilícitas na gestação; 
  • Praticar atividades físicas regularmente (com orientação médica);  
  • Limitar a ingestão de cafeína antes e durante a gravidez. 

Gravidez após os 40 anos X tratamentos de reprodução assistida 

Se uma gestação natural não está se concretizando, a mulher não precisa desistir de seu sonho de ser mãe. Os tratamentos de reprodução assistida, como a fertilização in vitro (FIV), podem ser considerados para aumentar as chances de engravidar.  

Para aquelas que são mais jovens, mas que pensam em uma gestação tardia, existe a possibilidade de realizar o tratamento de congelamento de óvulos, que mantém a qualidade dos gametas da idade em que foram congelados. Assim, é possível engravidar tardiamente, mas mantendo os óvulos saudáveis. 

Conclusão 

Embora a jornada da mulher que opta por uma gestação após os 40 anos possa conter mais desafios e decisões difíceis, é possível conceber e manter uma gravidez acima dos 40 anos. Para isso, é importante estar ciente dos riscos e complicações, e contar com o acompanhamento de um especialista, para que eles possam ser minimizados, levando assim a uma gravidez tranquila. 

Se a gestação natural não for possível, existem os tratamentos de reprodução assistida que podem aumentar as chances de sucesso de uma gravidez. O importante é não desistir de seu sonho e saber com quem contar nessa jornada.  

 

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